As coisas mudaram muito de vários anos para cá. Numa análise
própria tentarei formular problema e talvez solução.
Muito se
fala e se vê por aí a tal Comissão Nacional da Verdade, buscando por aí os
antigos chefes militares que exerciam certas funções durante a época da
Ditadura. A função da CNV é coletar depoimentos sobre os atos de torturas,
desaparecimentos e mortes causados pela repressão. Mas ao assistir um
depoimento, não pude deixar de tentar solucionar certos pontos da história com
base em fatos ouvidos, lidos e com base nas diferenças de épocas. Aqui não vou
tentar defender nenhum regime, governo ou pessoas, mas apenas levantar
questões.
Na vasta
lista de perguntas, o tema principal são as torturas e mortes. Mas será que o
interrogador não participou de alguma atividade parecida? Hoje, os “heróis” da
nação que lutaram tanto pela redemocratização do país, estão no comando. Estes
mesmos, que quando protestamos por direitos pedem por movimentos pacíficos,
faziam parte de movimentos de extrema esquerda onde roubavam bancos,
sequestravam aviões e praticavam guerras de guerrilha no meio das cidades. Não
é preciso esforço para notar que essas atividades botavam uma série de vidas em
risco de ambos os lados, tanto de revolucionários e militares quanto de pessoas
e famílias que não estavam envolvidas em nada mais que tocar suas vidas com
suas atividades. Nossa atual presidente, Dilma, fazia parte da VAR – Palmares,
uma instituição de extrema esquerda que praticava sequestros e roubos. Por que
eu deveria confiar minha vida a ela? Será que eu deveria sentir orgulho?
A grande
questão que me deixa intrigado é se essas atitudes todas eram necessárias em
prol de uma democracia. A meu ver, a maioria infligia à lei e sendo a justiça
na época muito mais rigorosa e competente do que hoje, perseguia e caçava. Em
uma análise mais particular, pode-se imaginar que essa caçada aos “monstros” da
Ditadura não passa de uma vingança, já que todos os principais chefes do
governo têm passados bem conturbados com a justiça da época.
Lembrando
que são os vitoriosos que escrevem a história e contam apenas partes que lhes
tocam, mas mesmo assim, sempre irão existir os dois lados da moeda. Será que
realmente devemos acreditar nos livros? Acho que uma boa conversa com os nossos
avós seria o mais apropriado antes de qualquer conclusão.

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