terça-feira, 19 de agosto de 2014

Um País e Algumas Dúvidas

            As coisas mudaram muito de vários anos para cá. Numa análise própria tentarei formular problema e talvez solução.
            Muito se fala e se vê por aí a tal Comissão Nacional da Verdade, buscando por aí os antigos chefes militares que exerciam certas funções durante a época da Ditadura. A função da CNV é coletar depoimentos sobre os atos de torturas, desaparecimentos e mortes causados pela repressão. Mas ao assistir um depoimento, não pude deixar de tentar solucionar certos pontos da história com base em fatos ouvidos, lidos e com base nas diferenças de épocas. Aqui não vou tentar defender nenhum regime, governo ou pessoas, mas apenas levantar questões.
            Na vasta lista de perguntas, o tema principal são as torturas e mortes. Mas será que o interrogador não participou de alguma atividade parecida? Hoje, os “heróis” da nação que lutaram tanto pela redemocratização do país, estão no comando. Estes mesmos, que quando protestamos por direitos pedem por movimentos pacíficos, faziam parte de movimentos de extrema esquerda onde roubavam bancos, sequestravam aviões e praticavam guerras de guerrilha no meio das cidades. Não é preciso esforço para notar que essas atividades botavam uma série de vidas em risco de ambos os lados, tanto de revolucionários e militares quanto de pessoas e famílias que não estavam envolvidas em nada mais que tocar suas vidas com suas atividades. Nossa atual presidente, Dilma, fazia parte da VAR – Palmares, uma instituição de extrema esquerda que praticava sequestros e roubos. Por que eu deveria confiar minha vida a ela? Será que eu deveria sentir orgulho?
            A grande questão que me deixa intrigado é se essas atitudes todas eram necessárias em prol de uma democracia. A meu ver, a maioria infligia à lei e sendo a justiça na época muito mais rigorosa e competente do que hoje, perseguia e caçava. Em uma análise mais particular, pode-se imaginar que essa caçada aos “monstros” da Ditadura não passa de uma vingança, já que todos os principais chefes do governo têm passados bem conturbados com a justiça da época.
            Lembrando que são os vitoriosos que escrevem a história e contam apenas partes que lhes tocam, mas mesmo assim, sempre irão existir os dois lados da moeda. Será que realmente devemos acreditar nos livros? Acho que uma boa conversa com os nossos avós seria o mais apropriado antes de qualquer conclusão.

A nova seleção de Dunga

Na manhã dessa terça-feira (19), o treinador da seleção brasileira, Dunga, fez a primeira convocação desde o vexame na Copa do Mundo. Com um claro objetivo de renovar a seleção e iniciar a preparação para  a Copa de 2018, o técnico convocou apenas 10 jogadores que participaram do último mundial.

Coerente, Dunga acertou na escolha do elenco, tendo em vista o momento atual dos jogadores. Além do mais, muitos dos bons jogadores brasileiros do cenário mundial hoje tem idade para participar da Copa da Rússia, em 2018.

Dunga sabe que não poderá contar com alguns dos convocados no futuro, porém, o momento atual de Diego Tardelli, por exemplo, justifica a convocação do atacante. Mesmo caso de Jefferson, Miranda, Maicon, Filipe Luís, Fernandinho e Elias, que também terão uma idade avançada em 2018.

O criticado Hulk continua com moral dentro da seleção. Lembrado pela primeira vez pelo próprio Dunga, em 2009, em um amistoso realizado no Catar contra a Inglaterra, o atacante ficou de fora da Copa de 2010, mas voltou a ser convocado por Mano Menezes após a derrota de Dunga e desde então nunca mais saiu da lista dos comandantes da seleção.

Phillippe Coutinho é o mais comemorado. Com um protagonismo nem tão recente no Inglês Liverpool, o meia-atacante vem merecendo uma chance há um bom tempo e tem potencial para se tornar um dos principais jogadores do Brasil na Rússia.

O primeiro passo da nova comissão foi dada e as esperanças estão renovadas. Os talentos atuais, juntamente com os potenciais estão juntos nessa caminhada. O futuro da seleção está sendo escrito e Dunga está no caminho certo.